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Notícias de PASCOM

13/01/2013 DOM JOSÉ MARITANO COMUNICADOR DE FÉ 
 
Vinte anos atrás falecia dom José Maritano, bispo de Macapá. Ainda é muita viva a sua memória entre nós que o conhecemos.
Eram os primeiros dias de março 1979 quando cheguei pela primeira vez no então Território Federal do Amapá. Eram dias de grandes chuvas. Lembro-me ainda hoje quando o bispo dom José chegou ao seminário de Macapá com o seu “fuscão”. Faltavam poucos minutos para as dez da manhã. Foi logo um encontro todo fraterno e bem cordial. Logo percebi que não tinha os protocolos das autoridades como estava acostumado no velho continente europeu. E com uma simplicidade toda sua me convidou para dar uma volta na cidade de Macapá, a capital do Território e centro da Prelazia daquele tempo. Bem caladinho entrei no carro e tentei me sintonizar o mais possível com o meu futuro pastor. Queria entender onde me achava e também saber quem era o Bispo dom José Maritano, e portanto perscrutava todo movimento e palavra. Com uma habilidade profissional conduz-me pelas periferias  da cidade. Dirigindo e falando procurava me inteirar o mais possível sobre a nova situação que vinha me encontrar. Parecia um vídeo documentário ao vivo acompanhado de intensos barulhos de fundo. Lembro-me muito bem o que logo me impressionou de Dom José foi a maneira de me apresentar a nova realidade, isto é a preocupação de apresentar o ser humano que estava por trás de tudo aquilo que estava vendo. O carinho e a profundidade de salientar aspectos humanos daquele povo que transitava na rua sob uma forte chuva ou que estavam encostados naquelas pobres janelas de casas bem simples de madeira reparando a novidade do momento. Percebi que o Pastor dom José estava bem perto desse povo. Eram demais os detalhes que me apresentava; por exemplo, sabia me dizer os nomes das pessoas, as situações delas, os dramas que enfrentavam no dia-dia delas. Eu acompanhava sempre bem caladinho tentando conjugar a fala com aquilo que estava enxergando. E no mesmo tempo eram espontâneas em mim certas perguntas do tipo “Como um bispo tinha tempo para sair do seu gabinete e participar diretamente da vida do povo, sobretudo o mais humilde e simples? De onde lhe vinha tanta energia e entusiasmo em mostrar o seu apreçamento para aquele povo pobre?” De fato o rosto dele se iluminava todinho enquanto falava. Eu diria que quase resplandecia. O céu, naquela ocasião, estava bem encoberto e as fortes chuvas daquele momento amenizavam o calor, mas a sensação que tudo isso se tornava bem insignificante porque me parecia já de estar entrando nas casas deles para compartilhar essa vida tão diferente que deixei por trás na Itália. No meio dia em ponto voltamos para o Centro diocesano para compartilhar o almoço com os demais padres. A tarde toda fiquei pensando e revendo através do meu imaginário o primeiro encontro que tive pela manhã com o meu pastor. E se reforçou em mim a tese que o bispo da Amazônia, o bispo missionário se diferencia de todo os outros. E assim comecei a ter certa sensação que a minha experiência missionária ia ser muito interessante. Com o passar do tempo pude ver que esse pastor muita coisa me estava ensinando através da sua ação pastoral. E uma das coisas foi a liturgia. A maneira de comunicar através dela.
A sua participação era contagiante, se sentia que não estava cumprindo um rito, mas sim vivendo um ato litúrgico onde o ser humano se comunicava com Deus e Deus com o ser humano. E o povo respondia participando bem ativamente, porque se sentia envolvido em quanto entendia tanto a linguagem verbal quanto a gestual e a simbólica. Chamava-me atenção a linguagem comparativa dada através dos exemplos extraídos da vida simples do povo. Toda que vez que falava era sempre enriquecida desta maneira, deste modo de se pronunciar. Eu pude constatar que a liturgia não era algo de estranho ou desligado da vida do dia a dia, mas sim fazia quase uma só coisa. Uma liturgia encarnada. O povo se sentia bem, saia da Igreja com mais ânimo. Uma senhora, atualmente é psicóloga, falando de dom José Maritano, começou a se emocionar e acrescentou que nunca poderia se esquecer dele, do jeito de ser, da maneira como transmitia a Palavra de Deus. E em particular se lembrava com prazer , quando ainda estudante, ouvia as transmissões radiofônicas, feitas por ele, através da ‘rádio educadora’, de propriedade da Prelazia. Concluiu: “dom José entrou na vida da gente, não posso esquecê-lo”.
Dom José tinha tanta humildade que de vez em quando dizia de não ser digno de uma vocação tão grande qual do bispo. Ele achava que não tivesse tantas forças para conduzir o rebanho que lhe foi confiado.
Às vezes entrando nas casas sobretudo dos pobres vejo ainda hoje pendurado na parede de madeira ou numa simples tábua  a imagem do bispo dom José Maritano. É o pastor que não se pode esquecer, porque fez parte da vida do povo. Esse povo para Ele era muito precioso, porque pertencia a Deus.

07/12/2012 Gilberto, filho de Deus

Jesus crucificado é o nosso mestre e a nossa conversão definitiva. Gilberto nos confirma essa verdade. Chego ao hospital para visitar o filho de Deus, Gilberto, com câncer, na fase final da doença. Reduzido  a pele e osso, ele não consegue mais ficar de pé. Já o conhecia há uns anos. Eu o considerei um amigo, que dizia não acreditar em Deus, não obstante o esforço pessoal. Por isso, tentei sempre dialogar com ele, para melhor entendê-lo; saber o porquê disso. Cinco anos atrás, quando o convidei a participar da celebração e confraternização dos meus trinta anos de sacerdócio, ele me surpreendeu com o presente: um crucifixo bem visível, pesado, de metal, revestido de prata.
Quando o recebi, lembro-me muito bem como se fosse hoje, fitei-o e depois, logo em seguida, eu lhe disse: o melhor presente que você me podia ter dado! Guardei o valioso crucifixo com todo o apreço e carinho no meu quarto. É bom saber que tinha escolhido a cruz de Jesus como símbolo principal da minha ordenação sacerdotal, ocorrida em 24 de junho de 1978. De lá pra cá, todos os dias, eu a contemplo por um tempo prolongado, como fonte de vida na minha ação pastoral. Quando essa criatura de Deus descobriu o câncer, logo tentei me solidarizar com ela. E nessa caminhada pude lhe oferecer sempre a mesma proposta: a contemplação do crucifixo; não tinha outra coisa na minha vida.
Não me preocupei tanto em fazer tantas rezas, porque ele realmente não acreditava e, portanto, não tinha razão, mas, sim, testemunhar de maneira bem concreta como eu vivia a minha fé em Jesus. Aquele Cristo crucificado era tudo pra mim. E em uma das visitas no hospital, perguntei-lhe se estava olhando aquele crucifixo pendurado na parede em frente a cama dele. Com voz bem baixinha, tremula, respondeu-me: “Eu falo, sim, com ele”. E eu acrescentei: “Ele fala contigo?” Ele: “fica calado”. Sim, é verdade, respondi, porque quem sofre não tem vontade de falar, como você que está sofrendo agora.
Entretanto, veja que você tem algo em comum neste momento com Jesus: o sofrimento. Meu irmão, como Jesus é presente na sua vida, compartilha contigo a dor e toda a tua humanidade. Portanto, Deus é presente na sua vida e não estranho. Então, eu insisti que ele não cansasse de contemplá-lo, porque tinha entendido que já tinha iniciado uma mudança na vida dele por obra de Deus. Quando cheguei à penúltima visita, de novo lhe perguntei: “Que tal a conversa com o crucificado?” E ele, suspirando e tentando se livrar do catarro que lhe impedia a fala, me disse que o crucificado falou de se preparar, que não ia faltar muito para levá-lo consigo. Aí, eu perguntei se ele queria se confessar.
E ele acenou com a cabeça e completou com a fala que sim. A única confissão que tinha feito foi pela ocasião da sua primeira comunhão. Quantos anos se passaram! Com uma voz bem tênue e frágil, pediu perdão por ter ficado tanto tempo sem acreditar nele, em Jesus Crucificado, em Deus. Deu para entender que o arrependimento foi tão grande que se misturou com a dor do seu corpo. Eu pude constatar de perto uma conversão total desse filho de Deus; consequência disso: me deixou a noite toda agradecendo ao meu Deus pelas sua presença efetiva entre nós. Depois da confissão, que por sinal demorou um pouquinho, ele quis receber a santa comunhão, porque se sentia em sintonia com Deus.
Esse Deus que tanto relutou em acreditar ao longo da sua vida, agora ficou com ele. É a vida dele. Para Deus, posso testemunhar, que toda hora, todo momento é oportunidade para se chegar ao Senhor. Aquela cruz que recebi de Gilberto no meu aniversário sacerdotal já foi a semente dessa conversão, mas que ele ainda, de fato, não estava compreendendo. Por isso, eu percebi, desde aquele momento, que Deus não o tinha abandonado, mas, ao contrário, que estava preparando-o para que voltasse a Ele, Deus Pai como o filho pródigo. O desígnio de Deus para a nossa salvação é eterno, e sempre achará o momento oportuno para nos resgatar.
Agora, Gilberto voltou ao Pai. Cessou a sua caminhada nesse nosso pequeno planeta terra para continuar a sua vida definitiva em Deus. Corporalmente, não está mais presente, mas a sua memória continua entre nós mais viva como nunca. Um filho de Deus que se deixou conquistar pelo Pai e soube voltar para Ele, entregando-se totalmente. Exemplos como esse são os companheiros da minha vida missionária e animadores da minha fidelidade ao meu Deus. Concluindo, não me resta que dizer: Obrigado Senhor por nos amar.
*Cláudio Pighin, sacerdote, jornalista italiano naturalizado brasileiro, Doutor em teologia, mestre em missiologia e comunicação.

25/11/2012 Missão Friuli Amazônia

A Missão Friuli Amazônia é fruto de uma experiência de comunicação em comunidades. O cenário onde tudo começou foi a periferia metropolitana de Belém.
Diante da problemática juvenil, em 1997, um grupo idealizou um curso de Capacitação de comunicadores e receptores dos meios de comunicação, para jovens pobres da grande Belém, com o intuito de capacitá-los, a partir dos instrumentos da comunicação social. A ideia ganhou força e parceiros. No ano seguinte, o sonho do grupo virou realidade: nascia o curso básico de comunicadores e receptores de rádio, jornal e televisão.
O piloto dessa experiência bem sucedida foi o bairro do Icuí-guajará, em Ananindeua, região metropolitana. A congregação dos irmãos Lassalistas cedeu uma sala, na escola ‘Celina del Tetto’, para a realização das aulas teóricas. 30 estudantes foram inscritos. Naquele ano, o curso teve a duração de seis meses.
A grade curricular era o atestado da excelência do aprendizado: os alunos tinham aulas de teoria da comunicação até noções de cinegrafia. Ao término do curso, a turma apresentava um trabalho prático e recebia o certificado.
Da comunidade do Icuí foi para outras áreas. O resultado do primeiro curso de comunicação foi positivo e não podia parar. Criteriosamente, a coordenação escolheu bairros de Belém onde a exclusão e o risco social eram maiores. Nos anos seguintes, o curso atendeu moças e rapazes do Guamá, Coqueiro, Marco, Terra Firme, Cremação, Panorama 21, Bengui, Tapanã e Icoaraci.
A Missão Friuli Amazônia (nome dado em alusão a uma região da Itália do norte, onde tem uma grande parceria) nasceu do ideal da comunicação que transforma o ser humano, a partir de sua história pessoal e do convívio comunitário.
Nesta perspectiva, em 2005, foi criado a ONG “Missão Friuli Amazônia”, como sociedade civil, sem fins lucrativos, de caráter beneficente, educativo, cultural, religioso e de assistência social. O objetivo da ONG é fundada em tres pilares: formação, produção e espiritualidade. Mas de 2005 para cá, várias ações foram desenvolvidas, com o apoio ou protagonismo da Missão Friuli Amazônia.

O estatuto reza que a Missão Friuli Amazônia tem os seguintes objetivos:
 
- oferecer capacitação na área técnica de comunicação social a jovens da Amazônia Oriental;
 
- dar acompanhamento espiritual a jovens ligados aos cursos de formação da escola, bem como a agentes sociais que buscarem assessoria de comunicação e espiritualidade;
 
- contribuir no processo de assistência social aos jovens envolvidos nos cursos de capacitação oferecidos pela escola, através de convênios com o Estado e ajudas beneficentes de entidades de cooperação e pessoas físicas;
 
- ser um instrumento de capacitação e formação na área da comunicação social da Igreja Católica, no Regional Norte 2;
 
- realizar pesquisas na área da comunicação social e de temas relacionados à realidade eclesial na Amazônia, firmando parcerias com outras instituições de ensino e pesquisa;
 
- apoiar iniciativas sócio-culturais, ligadas ou não à comunicação, que envolvam processos de formação de jovens e de pessoas ligadas à ação pastoral da Igreja;
 
- realizar estudos científicos sobre questões ambientais e políticas públicas para a preservação da Amazônia;
 
- propor alternativas, baseadas em pesquisas, para a preservação de espaços amazônicas degradados pelo desmatamento e pelo uso intensivo e predatório dos recursos naturais;
 
- firmar convênios com instituições públicas e privadas, nacionais ou internacionais;
 
- produzir audiovisuais com finalidades institucionais e de assessoria a órgãos públicos e privados;
 
- e promover atividades de assistência social em benefício às pessoas e instituições voltadas para crianças e jovens, com comprovada carência sócio-econômica.
 
A maior obra da ONG foi a instituição do curso técnico de comunicação do Pará.
 
. A Missão Friuli Amazônia investiu em equipamentos e montou o laboratório de rádio, vídeo e informática para as aulas práticas. A escola se situa na Tv. Pe. Prudêncio 345, ao lado da igreja do Rosário, no Comércio.
 
O reconhecimento do curso técnico de Comunicação Social, da Missão Friuli Amazonia, já tem repercussão internacional. Em 2007, Ana Bella Biache Bul, veio da África para estudar com os paraenses. Ela trabalha em uma rádio de Guiné Bissau e passou um ano em Belém, sendo estudante do curso técnico. A experiência bem sucedida garantiu vaga para outro estudante de Guiné Bissau, Jacinto Mango, aluno da turma de 2008. A permanência dos africanos, em Belém, foi amparada pela Missão.
 
No site www.pascom.org há informações sobre a Missão Friuli Amazonia e seus trabalhos. Além do curso técnico de Comunicação Social, em pouco tempo, a ONG realizou ações assistenciais, produziu conhecimento e promoveu eventos importantes na área da educação. Em dezembro de 2006, por ex. colaborou com a realização do Mutirão Regional de Comunicação. No campo editorial, é responsável pela coleção Missão e Comunicação.
 
A ONG ajudou também a manter uma obra social no bairro do Tapanã, e outros bairros da grande periferia da metrópole de Belém. Regularmente, a ONG promove encontros de espiritualidade, na casa da Missão Friuli Amazonia, em Ananindeua, para jovens inseridos nos projetos de formação. Nesses encontros, são difundidos os princípios do Movimento pela Verdadeira Comunicação (Movecom).
O Movecom é também fruto da ONG. Ele tem como proposta refletir sobre a espiritualidade do comunicador e sua prática cotidiana, bem como seu compromisso social.

*Cláudio Pighin, sacerdote, jornalista italiano naturalizado brasileiro, doutor em teologia, mestre em missiologia e comunicação.

03/11/2012 Pesquisa sobre Círio e vigilia Pascal



No Círio 2012, que se realiza sempre no segundo domingo de outubro, em Belém, fiz uma pesquisa, com a ajuda dos estudantes do curso técnico em Rádio e Televisão, entre os fiéis que participaram da grande manifestação religiosa em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Só para se ter uma ideia, esse ano, calculou-se uma participação de quase dois milhões de pessoas na procissão do Círio realizada no domingo. Que tipo de pesquisa foi adotada? Minha preocupação foi verificar a assiduidade dos fiéis em dois importantes eventos religiosos. Portanto, foi uma amostragem intencional para coletar alguns dados relativos à participação dos católicos no Círio e, ao mesmo tempo, na Vigília Pascal. É evidente que o resultado obtido não pretende generalizar, mas nos pode ajudar a ter melhores esclarecimentos sobre as preferências da participação nessas duas datas importantes na vida da Igreja. Usei esse tipo de amostragem não probabilística, devido ao pouco tempo disponível, escassez de recursos financeiros e de pesquisadores, dado que me limitei aos poucos alunos da minha escola para a aplicação da pesquisa. Repito, porém, essa amostra tem sua razoável importância, porque nos ajuda a discernir melhor, nesse caso, a diferente participação nas duas celebrações. Através dos números dos participantes, pode-se entender qual é a escolha que mais incide nesses fiéis, e, nesse sentido, saber questionar sobre a religiosidade do nosso povo. Os entrevistados foram 451 pessoas, entre jovens e adultos, e todas essas pessoas eram católicas. A pesquisa foi resumida em duas simples perguntas: Participa todos os anos ao Círio? Participa todos os anos da Vigília Pascal?
Dos 451 entrevistados, 224 disseram que participam sempre do Círio. 116 responderam que só participam às vezes. Somando os dois dados, o total dos participantes é de 340, que representa a grande maioria esmagadora. Quer dizer que a maioria tem devoção mariana e, ao mesmo tempo, é fiel na sua prática. Porém, 111 pessoas foram categóricas em responder negativamente, que não participam. Isto nos revela também, embora um número muito bem inferior e limitado, que não privilegia essa devoção mariana. Esses dados, com toda verdade, não podem ser generalizados, mas são indicativos para discernir com maior ponderação essa magnífica participação religiosa do Círio. A segunda pergunta foi relativa à participação na missa da Vigília Pascal, que ocorre todos os anos na véspera da Páscoa. O resultado foi, de certa forma, surpreendente. Do universo de 451 entrevistados, apenas 59 disseram que participam sempre da Vigília. E temos 137 que participam às vezes. Se nós somarmos os dois dados dá 196; ainda não é a maioria dos entrevistados. Os que foram taxativos em dizer que nunca participam foram 216, isto é, a maioria absoluta. Mas o outro dado que emergiu quase espontaneamente, e me deixou de boca aberta, foi que 39 pessoas nem sabem o que é Vigília Pascal. Veja bem, se juntarmos aqueles que disseram que não participam nunca e aqueles que responderam que nem sabem o que é, resulta que essa prática religiosa não é muita considerada entre os entrevistados, ou pelo menos fica quase desconhecida. Naturalmente, esses dados, por quanto não sejam considerados propriamente de nível científico, porém, tem indicações que nos mostram a tendência dos fiéis católicos em relação a opções de práticas religiosas. Perante esses dados queremos agora, de maneira bem resumida, refletir o que consiste a celebração da Vigília Pascal, para poder entender melhor o que significa deixar de participar do evento. O famoso Santo Agostinho chamou a Vigília Pascal de ‘Mãe de todas as Vigílias’, isto é, a celebração por excelência que com a sua riqueza simbólica se torna uma ‘noite iluminada’, uma noite vencida pelo dia, porque Jesus o Cristo ressuscitou, está vivo. É daqui que nasce a nossa nova e verdadeira perspectiva de vida. É o anúncio da salvação que se torna realidade na nossa história. A Vigília Pascal é o centro da nossa fé e o coração de todo o ano litúrgico. Essa se celebra, depois da sexta-feira santa, no sábado santo, a partir do pôr do sol até a madrugada de domingo. A celebração se articula em quatro partes, e é um pouquinho demorada pela sua intensidade litúrgica. Ela é rica de linguagens simbólicas, gestuais e verbais, e torna-se uma profunda catequese sobre a História da Salvação. Perante aquilo que acabei de escrever, a gente se pergunta, então, por que as pessoas não participam ativamente e constantemente da Vigília Pascal, pelo menos como, por exemplo, participam do Círio? Se a Vigília Pascal é o centro de toda a liturgia, deveríamos demonstrar uma total adesão. No entanto, parece que isso não acontece. Por que as pessoas, nesse caso, se sentem mais atraídas por uma celebração mariana como essa? Repito, eu falo no sentido litúrgico. Uma liturgia como a mariana atrai mais participação do que uma liturgia da Vigília Pascal. Por que isso? Como vimos, deveria ser o contrário ou pelo menos igual. As opções litúrgicas dos fiéis revelam desejos, entendimentos e convicções deles, mas também as suas próprias dificuldades de compreender e agir corretamente no ‘mistério litúrgico’ como no ensina o magistério da Igreja. Concluo que precisamos, eu creio, insistir em “uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especificamente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã” (Catequese Tradendae n. 18).
*Cláudio Pighin, sacerdote, jornalista italiano naturalizado brasileiro, doutor em teologia, mestre em missiologia e comunicação.
E-mail: clpighin@claudio-pighin.net 

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(25/05/2012) A COMUNICAÇÃO NA IGREJA

Mais importante que o meio é a evangelização. A Bíblia é o nosso livro sagrado, mas o que a torna tão especial é o seu conteúdo e não o livro em si.
Texto e Foto Tábita Oliveira 

O meio de comunicação pode ser importante para a evangelização. Esta é a reflexão feita pela Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Belém junto às paróquias no último dia 20, Dia Mundial das Comunicações (Ascensão do Senhor), na Paróquia Santa Edwiges. Durante um Simpósio discutiu-se o tema: “Eu vos anuncio uma boa nova: a comunicação na Igreja”. Segundo o Coordenador da Pascom (Pastoral da Comunicação), Padre Cláudio Pighin, os meios fazem parte do processo de comunicação, mas, isoladamente, não definem o que é comunicação. O objetivo maior da Pascom é ajudar a integrar as Pastorais.
Para atingir esse objetivo é preciso inicialmente formar em cada paróquia uma Pascom para auxiliar as Pastorais (Família, Criança, Idoso, Adolescente, Catequese, Liturgia, PJ ...) no trabalho de evangelização da comunidade. Um trabalho nada fácil. “ É preciso reconhecer a importância da comunicação na igreja, e por isso precisa unir forças, esforços e competência para seguir enfrente”, diz Pe. Cláudio Pighin. Também é preciso fazer uma leitura atenta da nossa realidade para entender melhor a comunicação hoje para depois agir corretamente, e fazer assim da nossa Pastoral mais eficaz e eficiente.
 A Paróquia Jesus Ressucitado do conjunto Médici é um exemplo de como iniciar uma Pascom. Com o apoio do pároco Cláudio Barradas, os dez integrantes do grupo começaram a divulgar o trabalho em cada pastoral, às vezes indo até a residência dos coordenadores para agilizar o processo e fazer entender que todos são importantes. Valorizar as pessoas foi o primeiro passo. Depois veio a proposta de implantar um boletim e mais uma vez a Pascom fez a comunidade integrar ao trabalho na escolha do nome e do conteúdo do mesmo. “Queremos que todos participem do projeto da Pascom, porque a Pascom não esta a serviço de um grupo e sim da comunidade” diz Ricardo Santos, coordenador da Pascom da Paróquia Jesus Ressucitado.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nos propõe vários subsídios e informações para implantar a Pascom  e como ajudar a comunicação na mesma Igreja.
O padre Cláudio ainda informou sobre o documento “Silêncio e palavra: caminho de evangelização” proposto pelo papa Bento XVI para ser refletido no Dia Mundial das Comunicações e que as Pascons devem ler. Segundo o papa, o silêncio favorece a dimensão do discernimento e do aprofundamento e pode ser visto como um primeiro grau de acolhimento da palavra. Não há dualidade entre “Silêncio e Palavra”, mas complementariedade entre ambos os termos que, em seu equilíbrio, aumenta o valor da comunicação, tornando-a fecunda no serviço da nova evangelização.
Portanto, fazer da comunicação um ato pleno de contato com Deus, com o próximo e com a sociedade exige que antecipadamente instituamos o silêncio como um modo de estabelecer comunhão. “Silêncio e palavra” são recursos que possuem uma base sólida capaz de nos conduzir à comunicação plena.
Depois de ter fortalecido a comunicação na paróquia, a Pascom pode e deve buscar meios de estender esta comunicação a comunidade como um todo.  Até porque, por exemplo, a concepção de tempo agora se tornou imediato, instantâneo. Nesta nova cultura encontra-se a internet e as redes sociais que favorecem tudo isso. E esta ferramenta atrai muito os jovens hoje em dia.
A paróquia Santa Edwiges criou um site para informar todas as atividades da paróquia e notícias gerais da Igreja Católica em âmbito regional, nacional e mundial. Assim acontece na Paróquia São José de Queluz. Ela ainda utiliza o recurso das redes sociais como o Facebook para se aproximar dos fiéis; e do Twitter também para informar, mas também para convocar as atividades da paróquia.
No final do Simpósio o Padre Cláudio Pighin presidiu uma missa solene na matriz da paróquia Santa Edwiges enfatizando a importância do trabalho das Pascons e sua ação no âmbito da evangelização.
Enfim, para valorizar o trabalho das Pascons, o Padre Cláudio Pighin tinha lançado uns meses atrás um concurso de redação com o tema “Eu vos anuncio uma boa nova: a comunicação na Igreja” e apresentou nesse dia, Dia Mundial da Comunicação,  os três ganhadores no final da missa. São eles: 1º lugar a Paróquia São José de Queluz, 2º lugar a Paróquia Santana da Campina, 3º lugar  a Paróquia Jesus Ressuscitado.
 A melhor redação ganhou uma assinatura semestral do jornal O LIBERAL, além de publicação em redes sociais e nos veículos da Fundação Nazaré de Comunicação.

(09/05/2012) Jornalismo: mercado de trabalho
 
Quem escolhe a profissão de jornalista deve se preparar, ainda na faculdade, para chegar ao mercado de trabalho com um mínimo de experiência. 
Durante a graduação, os estudantes devem tirar proveito dos laboratórios em diferentes áreas ou ingressar em programas de trainee mantidos pelas empresas de comunicação.
Para complementar o ensino teórico em sala de aula, as escolas de comunicação social de melhor nível desenvolvem, como meio de acesso à prática do jornalismo, a produção de diferentes produtos jornalísticos, entre os quais periódicos feitos pelos próprios alunos e que, em alguns casos, são distribuídos para a comunidade do campus ou para os moradores do bairro em que atua.
Os veículos mais comuns são jornais e revistas, mas há instituições que também produzem sites e programas de rádio e TV. Esses veículos, estruturados como disciplinas obrigatórias do curso de graduação, têm a função de preparar os alunos para o mercado de trabalho, e os estudantes participam de todas as etapas do desenvolvimento: reunião de pauta, reportagem e edição de textos. "Esses laboratórios são a melhor maneira de preparar o aluno para o mercado de trabalho. Outra modalidade de prática que vem se tornando comum nas escolas de jornalismo são as empresas juniores. Além de preparar o jovem para o dia-a-dia profissional, representam eficiente meio de acesso ao mercado de trabalho. Muitos dos estudantes que passam por essa etapa acabam sendo contratados por empresas para as quais já prestaram algum tipo de serviço enquanto estagiavam nas juniores.
O ingresso em programas de trainee promovidos por veículos de comunicação também se destaca como um caminho para pôr em prática o que se aprende durante o curso, além de facilitar o acesso ao primeiro emprego. Os estágios independentes, divulgados em anúncios nos murais das escolas, também podem ser uma alternativa, desde que não se transformem em subempregos.
Entre as atividades que podem ser desenvolvidas pelos estagiários, estão as seguintes:
- clipping (pesquisa de material publicado pelos veículos de comunicação);
- rádio-escuta (acompanhamento de noticiário divulgado pelos veículos eletrônicos);
- mailing/follow up (envio e confirmação de recebimento de material enviado para os veículos pelas assessorias de imprensa);
- pesquisa (coleta prévia de material a respeito de determinado assunto, para elaboração da pauta);
- agenda (agendamento e confirmação de entrevistas);
- paginação eletrônica (aplicação de textos e fotos em sites);
- arquivamento (de fotos, vídeos, fitas cassete e textos).
Para obter mais informações sobre estágios, entre em contato com a coordenadoria do curso de jornalismo da escola que você deseja cursar. Os jornalistas recém-formados também podem encontrar boas oportunidades de trabalho nos programas de trainee promovidos por empresas de comunicação. Um dos mais famosos é o Curso Abril de Jornalismo, idealizado pela Editora Abril e aberto a jornalistas recém-formados, designers e fotógrafos do país inteiro. O curso foi criado em 1984, com o objetivo de descobrir novos talentos na área de comunicação, treiná-los e aproveitá-los nas redações da própria editora.
As aulas acontecem durante quatro semanas, nas quais os alunos participam de workshops e palestras e, sob a orientação de profissionais da casa, produzem a Plug, revista-laboratório cuja fonte são as publicações da Abril, como Veja, Playboy, Capricho e Nova. Assim como em outros programas de trainee, os critérios de seleção incluem boa redação, no caso dos jornalistas, e capacidade de trabalhar em grupo. Busque informações sobre datas de inscrição e documentos necessários para se candidatar a um desses programas nos sites das empresas de comunicação (jornais, emissoras de rádio e TV).
Dez mandamentos do futuro jornalista
1. O domínio da língua portuguesa é requisito básico na profissão. Habitue-se a ler diariamente jornais, revistas e livros e a manter-se atualizado com os demais meios de comunicação.
2. Prepare-se para passar alguns sábados e domingos dentro de uma redação ou na rua apurando uma matéria. A notícia não cumpre agenda e precisa ser divulgada todos os dias, sem descanso.
3. Saiba que o trabalho em equipe é importante na profissão. Ouça o que as pessoas têm a dizer, aprenda com os mais velhos e respeite os mais jovens. O jornalismo é uma carreira dinâmica, e nada melhor do que construir uma sólida rede de contatos.
4. Nem o melhor dos jornalistas sabe tudo de todos os assuntos. Seja humilde e, em dúvida, não tenha vergonha de perguntar.
5. Domine as ferramentas básicas de informática e aprenda um ou mais idiomas, em especial o inglês.
6. Descubra "quem é quem" na área; mais do que isso, saiba construir sua rede de relacionamento, sua network, importante em qualquer carreira, principalmente na área de comunicação.
7. Seja curioso, busque novos conhecimentos e amplie seus horizontes. Um bom jornalista tem na bagagem um vasto repertório de informações.
8. Seja ético e honesto em seu trabalho, pois só assim conseguirá o respeito e a credibilidade que o distinguirão na carreira.
9. Procure especializar-se numa área pela qual você tenha interesse genuíno.
10. Valorize a vida acadêmica e desenvolva senso crítico para ingressar e permanecer no mercado de trabalho.
 
 
(09/05/2012) Rádio Digital
 
Tornou-se lugar comum dizer que o rádio no Brasil é o companheiro inseparável de milhares de pessoas que estão em casa, no trabalho, no carro ou no shopping. Espalhado por toda parte, é incontestável sua presença no cotidiano. De tão comum, nem sempre é notado. Soa, às vezes, apenas como um ruído de fundo. 
A tecnologia de transmissão de som por ondas eletromagnéticas inventada há cem anos ainda parece perfeita. Simples e barato, o aparelho receptor pode atender com rapidez às demandas por lazer e informação de boa parte da população. 
Mas o que parece tão bom pode ficar ainda melhor. Tudo por conta da revolução tecnológica: o rádio digital. 
O rádio digital é uma revolução técnica tão significativa que irá alterar o modo de produção da programação, de distribuição de sinais e a recepção da mensagem radiofônica. Pesquisadores da área de várias partes do mundo apontam para a necessidade de uma “reinvenção” do rádio para que possa se adaptar à nova tecnologia. 
A mais evidente reinvenção está relacionada à diversificação do conteúdo para atender ao crescimento da oferta decorrente da diversificação de modalidades de canais. A tecnologia permite a multiplicidade de formas de transmissão. Uma única emissora poderá operar transmissores terrestres para cobertura nacional ou local, transmissores por satélite para cobertura de grandes zonas, transmissores por cabo para zonas pequenas, além de transmitir dados e serviços especializados. 
Essa variedade de formas de transmissão provocará uma reconfiguração dos atuais conteúdos e das funções sociais do rádio. É evidente que haverá um aprofundamento da segmentação da programação para atender diferentes faixas ou segmentos da audiência. Uma hiper-especialização não só pela música, com seus mais variados gêneros e estilos, mas também pela temática - emissoras especializadas esportes, turismo, economia, literatura, entre outros. 
Tais mudanças poderão por fim a audiência massiva e a fidelidade do ouvinte à única emissora, o que exigirá dos radiodifusores muita criatividade não somente para gerar conteúdos específicos, como também para enfrentar o desafio de fazer rádio para ser lido. É isso mesmo. Diante da possibilidade de transmissão de dados e oferta de serviços especializados, o rádio não mais se caracterizará como um meio de comunicação exclusivamente sonoro. Boa parte de seu conteúdo também poderá ser lido na tela do cristal líquido do aparelho receptor digital – portátil e multifuncional - ou em outras plataformas de mídias convergentes.

Ao conviver com outros serviços de áudio, texto, imagens e integrar cadeias de serviços de informação, entretenimento e comércio eletrônico, fatalmente haverá uma sinergia que estimulará o radiodifusor a buscar parcerias e alianças estratégicas com provedores de conteúdo para desenvolver serviços complementares e agregar valor à programação do rádio. Esse cenário que sugere ao radiodifusor abrir mão do conteúdo exclusivo para entrar no campo da troca de informação. Significa modificar a estrutura de trabalho dos produtores de rádio tradicionais, adequando seu perfil para provedor de conteúdo. 
Definitivamente, no futuro o rádio não será mais um negócio para solitários. A digitalização abre caminhos para a diversificação do negócio a partir de parcerias que favoreçam o aumento da oferta de novos produtos, e, conseqüentemente, da rentabilidade das emissoras. Quem sabe, finalmente, o rádio deixará de ser o eterno primo pobre entre os demais meios de comunicação. 
Cada tecnologia que surge traz em si promessas, discursos, potencialidades, projetos, esquemas imaginários, implicações sociais e culturais. E não poderia ser de outro modo. As tecnologias são produtos da sociedade e da cultura. São criadas, imaginadas, fabricadas e reinterpretadas durante o seu uso pelos homens. A tecnologia digital traz em si a promessa de integrar e convergir vários meios de comunicação numa aldeia global constituída a partir das redes informatizadas interativas. Potencialmente pode aproximar pessoas e tornar o mundo cada vez menor e igual. Reconhecer esse fato não é significa atribuir à técnica um poder autônomo capaz de determinar mudanças. O seu verdadeiro poder de alterar a comunicação somente pode ser avaliado quando é inserida na dinâmica da vida social, política e econômica, incluindo também as contradições que marcam a lógica da acumulação capitalista.
Por essa razão, é possível antever que a introdução do rádio digital no Brasil irá condicionar ou até mesmo aprofundar algumas mudanças em curso experimentadas pelas grandes emissoras desde a implementação da FM e a consolidação das redes via satélite, entre elas: a) a profissionalização da programação com forte tendência à segmentação; b) a modernização dos métodos de gerenciamento; e c) a diversificação do negócio rádio. Tudo indica que as emissoras terão que se estruturar melhor para oferecer não somente programação de qualidade à audiência compatível com a qualidade de som de CD, como também serviços adicionais de dados com informação qualificada.
Essa inovação, mais uma vez, colocará em cheque as deficiências do padrão de exploração do sistema de radiodifusão brasileira. Historicamente, as concessões têm beneficiado um segmento expressivo de pessoas vinculadas a interesses políticos e econômicos que não são do ramo de comunicação e nem possuem o menor compromisso com a função social do rádio. Lamentavelmente usam a concessão como um bem à espera de valorização para ser vendido, ou como meio para promover outros negócios e favorecer a políticos. Poucos são os verdadeiros proprietários de emissoras que vivem do negócio rádio. 
Estimativas do setor privado apontam que 45% das emissoras pertencem a políticos, 25% a seitas evangélicas, 10% à Igreja Católica e 20% a emissoras comerciais são independentes. Em suma: mais da metade das emissoras de rádio é comandada por políticos e religiosos. Evidentemente que esses dados não são oficiais e podem apresentar falhas, como por exemplo, em relação ao verdadeiro percentual de emissoras vinculadas às Igrejas Evangélicas. 
Outro fator a ser considerado nessa decisão é a precária produção de jornalismo em pequenas e médias no interior do país. Em geral são empresas que mantém uma reduzida equipe de funcionários da qual nem sempre fazem parte jornalistas. Nessas emissoras predominam os programas de entretenimento centrados na figura de comunicadores, um mix de música, fofocas com pouca ou quase nenhuma de informação jornalística sobre a cidade ou região. Poucas são as que possuem equipe de jornalismo e algum interesse em produzir radiojornalismo local de qualidade, isento, livre de injunções políticas e econômicas. É comum que algumas emissoras dependam da verba publicitária do governo para manter suas atividades. E isso leva, invariavelmente, ao comprometimento da qualidade da informação. Diante do fato fica a pergunta: que informação qualificada essas emissoras poderão oferecer num sistema digital que envolve oferta de dados adicionais? 
Nessa discussão é preciso considerar ainda a tradicional posição conservadora dos radiodifusores brasileiros. Há trinta anos, quando surgiram as primeiras emissoras em FM, o público notou a grande melhora no som com o stereo, livre dos chiados do AM. Apesar do som do FM analógico ainda soar bastante bom para a grande maioria, nunca será tão bom quanto ao de um rádio digital. E por isso, muitos radiodifusores, em especial os pequenos e médios, hoje perguntam: por que mexer em time que está ganhando? A rádio digital é a nova direção e quem perder esse trem vai ficar para trás.
A distribuição de áudio digital veio para ficar. Mais do que isso é uma estratégia de revitalização, um meio de garantir a sobrevivência num cenário de competição com as novas mídias emergentes. É certo que o rádio jamais terá centralidade entre os diversos meios eletrônicos como foi no passado, mas ainda sobreviverá sendo complementar as demais mídias. 
A era digital oferece oportunidades de expansão do negócio. Os novos aparelhos poderão ser endereçados individualmente para transmitir dados, como já acontece nos canais de TV pagos. Isso realmente será proveitoso para os radiodifusores que souberem focar sua programação nos interesses do público. No entanto, exigirá uma atuação profissional com investimentos em pesquisas, para conhecer melhor seu ouvinte, na diversificação do conteúdo da programação e no aprofundamento da segmentação a partir de um perfil de público. Aqueles que continuarem arraigados a um modo antigo de fazer rádio – sem compromisso com a audiência e direcionado apenas à promoção política ou religiosa – vão perder espaço para os que souberem oferecer informação e serviço de qualidade. 
Nesse cenário a competição entre emissoras tenderá a se acirrar. Tudo indica que as emissoras cabeças de rede via satélite, sob controle dos 20% dos radiodifusores independentes, poderão ameaçar a sobrevivência dos que se acomodaram em posições obsoletas. Há tempos as redes vem se destacando no cenário da radiodifusão brasileiro por oferecerem às emissoras pequenas e médias uma programação musical diferenciada e segmentada, além de propiciar otimização de lucros com sua inserção na disputa pelos grandes anunciantes. 
Para a tradicional dúvida dos radiodifusores sobre a migração do analógico para o digital – será que a mudança aumentará a audiência e o faturamento? – a resposta é talvez, quem sabe. Poderá ser positiva para quem operar profissionalmente. A sobrevivência dos pequenos, num mercado competitivo, certamente não se apoiará apenas nos privilégios políticos oferecidos pela exploração da concessão do canal de rádio. As emissoras terão sim de mostrar ao público por que estão no ar e o que têm a oferecer para que justifiquem sua presença numa determinada cidade ou região. Caso contrário serão sucumbidas pela concorrência dos maiores. As incertezas espreitam os acomodados. 
É certo que o país é muito grande e comporta diferentes tipos de emissoras, desde grandes redes via satélite até as pequenas com 1KW de potência. Cada uma procura construir seu diferencial e marcar o cotidiano da comunidade local. No entanto, não se pode desconhecer o grande potencial da tecnologia de produzir equipamentos cada vez mais baratos e acessíveis. Logo, os radiodifusores terão de considerar a necessidade de formar consumidores para os novos aparelhos digitais, apresentando uma programação com conteúdo útil para o cotidiano e que justifique o investimento na nova tecnologia. E quem não puder corresponder a essa demanda, certamente terá dificuldades de sobrevivência. 
Há fortes indicativos de que o rádio digital deverá ser o padrão dominante na radiodifusão brasileira dentro de 10 a 15 anos, quando se espera que pelo 95% dos ouvintes tenham aparelho para captar o sinal digital. Não é um tempo longo se considerar que o FM precisou de trinta anos para ter êxito.
O momento é de expectativa diante do novo sistema técnico. Mas também de muita cautela diante dos riscos e incertezas típicas da transição entre o novo e o velho. E quando as incertezas espreitam a todos, experimenta-se o desconforto da perda. Uma sensação ruim de estar caminhando às cegas. No horizonte há uma certeza: o rádio sobreviverá ao vendaval de mudanças. Não será o mesmo, provavelmente, depois que o digital chegar. A sua sobrevivência estará garantida se souber manter o que faz de melhor: ser o velho e bom companheiro e amigo de todas as horas de milhares de ouvintes ao oferecer música, informação e entretenimento de qualidade.
 
(09/05/2012) DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES
 
A Pascom discutirá a comunicação na Igreja.
 
A Arquidiocese de Belém, através da Pastoral Arquidiocesana da Comunicação-Pascom, realizará no próximo dia 20 de Maio, Dia Mundial das Comunicações (ASCENSÃO DO SENHOR), o I Simpósio sobre Pastoral da Comunicação com o tema “EU VOS ANUNCIO UMA BOA NOVA: A COMUNICAÇÃO NA IGREJA”. 
O evento vai acontecer na Paróquia de Santa Edwirges, localizado nas Quadras 9 e 10 do Residencial Panorama XXI, na Rodovia Augusto Montenegro, em frente ao Mangueirão, em Belém, a partir das 14 horas. O Simpósio é aberto a todas as paróquias da Arquidiocese de Belém, independente de ter ou não a PASCOM plenamente criada e funcionando.
A organização da Pascom solicita que os participantes cheguem pelo menos 30 (trinta) minutos de antecedência para o credenciamento, que é gratuito. No final do evento, a PASCOM, celebrará a Missa Solene do DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES, sob a presidência do Arcebispo Emérito de Belém, Dom Vicente Joaquim Zico.
O Monsenhor Raimundo Possidônio, coordenador de Pastoral e o Pe. Cláudio Pighin, coordenador da Pascom da Arquidiocese de Belém convida todos a  participar desta importante atividade da PASCOM. 
Na ocasião a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Belém anunciará o ganhador do Concurso de Redação entre as Pastorais da Comunicação das Paróquias da Arquidiocese de Belém, cujo o tema é “EU VOS ANUNCIO UMA BOA NOVA: A COMUNICAÇÃO NA IGREJA”, mesmo tema da celebração do Dia Mundial das Comunicações.
Os interessados devem enviar as redações até o dia 17 de maio para o email (pascomarqbelem@gmail.com) ou entregar na sede do PIME, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, à Rua Padre Prudêncio, esquina com Rua Aristides Lobo, no bairro da Campina, em Belém. Não há limite para o número de redações por Pascom. O envio da redação já implica na inscrição da Pascom Paroquial no concurso.
A melhor redação será premiada com uma assinatura semestral do jornal O LIBERAL, além de publicação, inclusive nas redes sociais e nos veículos da Fundação Nazaré de Comunicação.


(07/05/2012) SEMANA DE COMUNICAÇÃO DA MISSÃO FRIULI AMAZÔNIA – DE 07 A 11 DE MAIO DE 2012

 

 

A Comunicação na Nova Era. Com esta temática, o Curso Técnico de Comunicação Social mantido pela ONG Missão Friuli Amazônia promove de 07 a 11 de maio a 5ª Semana de Comunicação.

Mas não são apenas as novas mídias que serão debatidas na Semana, algumas palestras abordarão diretamente o tema, outras tratarão de temas mais  abrangentes. E os palestrantes convidados são: Pedro Loureiro de Bragança ( 07/05), Ivana Claudia Guimarães de Oliveira (08/05), Antonio Carlos Pimentel Junior  (09/05), Ana Laura Corradi (10/05) e etc.

O evento será realizado no prédio da instituição não governamental Misão Friuli Amazônia, localizado na Rua Pe. Prudêncio, 345, no bairro da Campina . As aulas regulares do Curso de Rádio e Televisão serão suspensas e a participação dos alunos valerá freqüência. 

Além de debates e palestras, a programação conta com dinâmicas que ampliarão o espaço prático dos participantes, com o objetivo de integrar alunos e profissionais ligados a comunicação, pois comunicar é o ato de trocar conhecimentos, divulgar uma idéia, notícia ou informação.


(03/05/2012) 
Banco de Alimentos combaterá desperdício de legumes, verduras e frutas

 

Nas Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa), cerca de 60 toneladas de alimentos vão parar diariamente no lixo. Por se tratar de um centro de distribuição de hortifrutigranjeiros para comercialização, os itens que não estão em perfeitas condições para venda nos centros comerciais são descartados, mesmo que ainda possam ser consumidos. Para evitar o desperdício, a coordenação da Ceasa criou o projeto Banco de Alimentos, que recolherá verduras, legumes e frutas descartados pelos comerciantes para distribuir, após limpeza e esterilização, a entidades cadastradas.

“Uma das metas do governo do Estado é diminuir a fome da população. Esse projeto vai trabalhar para amenizar esse problema e minimizar o desperdício, alimentando quem necessita. Neste mês começamos a implantar o projeto, e vamos trabalhar na conscientização dos empresários e trabalhadores da Ceasa. Acreditamos que em três meses conseguiremos implantar o projeto totalmente”, informou Marco Raposo, diretor presidente da Ceasa

A logística funcionará dentro da própria Ceasa, com a parceria da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), por meio da utilização de mão de obra da Fábrica Esperança - Organização Social (OS) que gerencia projetos de reinserção social de egressos do Sistema Penal, mantidos pelo governo do Estado. O projeto prevê ainda a revitalização da cozinha da Ceasa, para retornar com o "sopão", feito com doações de alimentos da Ceasa e distribuído gratuitamente. A meta é oferecer 2 mil pratos de sopa por dia.

Parcerias - A empresa Plasmax já é uma das parceiras do projeto, e trabalhará diretamente na conscientização dos comerciantes da Ceasa, para o recolhimento dos produtos descartados. O Serviço Social do Comércio (Sesc) também se aliou a essa iniciativa, destinada a evitar o desperdício de alimentos. No último sábado (28), a entidade realizou uma oficina para ensinar manipulação, transporte e acondicionamento de hortifrutis, além do aproveitamento integral dos alimentos, a trabalhadores do mercado, empresários e ribeirinhos do entorno da área da Ceasa. Além da orientação, o evento também teve atividades para toda a família, com escovódromo, biblioteca, avaliação nutricional, educação em saúde (prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST/Aids) e recreação.

“É muito importante minimizar essa perda de alimentos. Nós buscamos conscientizar e renovar as informações do nosso público alvo, e essa parceria com a Ceasa é perfeita pra isso”, afirmou Camila Araújo, nutricionista do Projeto Mesa Brasil do Sesc.

Até o fim do ano, a Ceasa também vai melhorar sua estrutura física. O projeto de revitalização asfáltica e sinalização horizontal e vertical já foi aprovado pelo governo, e deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado na próxima quarta-feira (2). Estão planejadas, ainda para este ano, a construção dos galpões da melancia e das flores, a ampliação do galpão destinado à agricultura familiar e a reforma dos demais galpões e da parte elétrica.

“Essas mudanças serão um beneficio para toda a sociedade. Nossa recepção de produtos expandiu bastante, mas ainda tempos a mesma estrutura da época da inauguração, mesmo com uma realidade tão diferente. Será um grande investimento do governo nessa estrutura tão importante para o nosso Estado”, reiterou o titular da Ceasa.

 

(03/05/2012) Amazônia é tema da Semana da Comunicação da Diocese de Santarém

12ª edição do evento inicia no sábado, 28, com uma celebração Eucarística na igreja São Francisco de Assis

“Amazônia e os Olhares da Comunicação”. Este é o tema da Semana da Comunicação promovida pela Diocese de Santarém/PA – Regional Norte 2 da CNBB. O evento que está em sua 12ª edição inicia oficialmente neste sábado, 28, com uma celebração Eucarística na igreja São Francisco de Assis – paróquia São José – BR 163 (Santarém Cuiabá, KM 19), transmitida pela Rádio Rural de Santarém. As comunidades e paróquias realizam, também, celebrações de abertura em seus horários de costume.

De acordo com a coordenação diocesana da Pastoral da Comunicação (Pascom), a 12ª edição tem entre outros objetivos: Promover uma reflexão sobre os diversos olhares que a Mídia tem da Amazônia; Sensibilizar as comunidades e a sociedade para a importância da comunicação solidária que busque a cidadania e valorize a vida; Motivar e fortalecer o trabalho das equipes da Pascom nas paróquias e áreas pastorais.

Oficinas, debates, seminários, feira da comunicação, palestras, roda de conversa, caminhada, gincana, exposição, exibição de documentários, show, apresentações culturais, entre outras, estão na programação e serão realizadas pelas comunidades e paróquias.

Na sexta-feira, dia 04, às 09h30, o programa Rural Debate, da Rádio Rural de Santarém, vai abordar a temática da 12ª Semana da Comunicação.

No dia 05 de maio será realizado o Dia “D” da Comunicação: Oficinas para Leitores de Celebração e de Acolhimento, nos seguintes locais e horários:

Região 01: Centro paroquial de São Sebastião, às 14h;

Região 02: Auditório do IFPA- bairro da Interventoria, às 14h;

Região 03: Salão paroquial de São Francisco de Assis – Caranazal, às 08h.

Ainda será refletido um texto durante a semana em forma de círculo bíblico nas comunidades e paróquias sobre a comunicação na Amazônia.

A 12ª Semana da Comunicação prossegue até o dia 06 de maio.

O tema: A escolha do tema: Amazônia e os olhares da comunicação está em sintonia com o ano em defesa da Amazônia proposto pela Diocese de Santarém, e com uma das prioridades pastorais da Diocese: “Defesa da Amazônia, seus povos, sua cultura”. Também é uma alusão ao encontro dos bispos da Amazônia a ser realizado em Santarém, em julho deste ano, em comemoração aos 40 anos do Documento pastoral elaborado em 1972 pelos bispos em Santarém.

Fonte: RG 15/O Impacto e Pascom


(03/05/2012) Jornalismo em 140 caracteres?


Cresce o número de usuários no Twitter e especialistas discutem sua relação com o jornalismo

“O que você está fazendo?” Essa era a típica pergunta feita no Twitter, rede social que possui o formato de um microblog e vem ganhando espaço no mercado tecnológico. Lá você encontra respostas das mais variadas possíveis. Por isso a pergunta mudou para “O que está acontecendo?” (em inglês: “What’s happening?”) Cada usuário tem um espaço de 140 caracteres por vez para escrever utilizando a sua criatividade. Se você é usuário do Twitter, provavelmente já teve que explicar do que se tratava essa nova ferramenta. O Twitter é uma espécie de micro-blogging usado para compartilhar links, fazer contatos e registrar informações cotidianas.

Quando se trata de jornalismo na web, discute-se muito a respeito das redes sociais e seu envolvimento com as notícias. Como o Twitter pode contribuir com o Jornalismo? Um jornalista ou veículo pode usar o Twitter tanto para disseminar informação, quanto para apurar ou conseguir novas pautas. É uma forma também de levar um conteúdo a novos grupos, que não conheciam seu nome ou sua marca, já que se tratam de múltiplas redes pessoais em um único espaço.

Por meio do Twitter também é possível saber a opinião dos leitores sobre determinados assuntos, divulgar notícias, programas de TV e outros produtos midiáticos diretamente para o público desejado.

Entrevistas através do Twitter? 

Com um crescimento tecnológico tão acelerado e o aumento das relações virtuais surge a possibilidade de se fazer entrevistas via Twitter. Mas será que dá certo? É possível, assim como por e-mail ou comunicadores instantâneos, mas é preciso ter precaução. No mínimo, ele pode ser utilizado para um primeiro contato, para obter outros meios de se comunicar com o indivíduo desejado. No caso de celebridades como um cantor ou ator, as assessorias sejam um exemplo de bom canal ainda a ser utilizado, até porque no Twitter existem perfis falsos de muitas celebridades.

Há quem não vê muitas possibilidades em utilizar o Twitter como um meio para entrevistar pessoas por ele ser de certa forma “aberto”, ou seja, um espaço público. Contudo, isso se aproximaria muito de uma entrevista via MSN. A limitação do tamanho das mensagens influenciaria de forma negativa o processo da entrevista. Isso faria com que as respostas dos entrevistados ficassem muito reduzidas ou dividas em vários posts. 

Leitura de notícias, lazer informativo, absorção de conhecimento, contato com nomes e marcas que considere relevantes, espaço para divulgação de ideias, aproximação de membros que usufruam e compartilhem de um mesmo universo são algumas das oportunidades que o Twitter oferece em relação à informação. Mas para usufruir de suas potencialidades e reconhecer suas limitações, qualquer profissional de comunicação precisa ao menos conhecer as redes sociais. Para um jornalista, as redes sociais podem ser uma boa fonte de contatos para futuras entrevistas e busca de informações. Dependendo da editoria que o jornalista atua, as próprias redes sociais já são pauta de matérias.

O jornalista pode ser entendido como uma espécie de cientista da informação e da comunicação. Para todos os jornalistas, deveria ser a coisa mais normal do mundo estudar e pesquisar sobre novos espaços de compartilhamento de informação e, caso seja necessário, se adaptar a estes ambientes. A experimentação deve fazer parte da profissão. Se um veículo, por exemplo, é voltado para adolescentes, e estatísticas mostram que a principal mídia utilizada por esse público são os tocadores de música digital como o iPod, então esse veículo já sabe o que fazer, que é levar, de algum jeito inteligente, prático e prazeroso – por isso a importância do estudo e da pesquisa – notícias para dentro do iPod. 

OTwitter contribui, sem dúvida para o Jornalismo, ele é um bom canal não só para disseminação de notícias, como também para engajamento com os leitores. Além disso, do ponto de vista dos negócios, é uma excelente ferramenta de marketing para qualquer veículo e organização noticiosa. Não é à toa que os principais veículos de comunicação do Brasil aderiram a esse espaço.

Twitter e o furo 

A apuração dos fatos ainda é uma questão que demanda debates. Por causa da rapidez em que se pretende divulgar informações e conseguir um furo jornalístico, a apuração muitas vezes fica de lado. Tudo deve ser checado. A utilização do Twitter é só uma forma de saber do ocorrido mais rápido. Existem muitos perfis falsos, e se a informação não for devidamente checada pode atrapalhar a matéria. O jornalista tem que utilizar o Twitter para divulgar seu trabalho na empresa. Não deve divulgar nada antes da matéria pronta. No caso do impresso, por exemplo, ele deve esperar o dia seguinte para divulgar a notícia.

A colaboração na apuração de informações através do Twitter se dá de uma forma muito maior que no blog, pois o Twitter é um espaço onde as pessoas divulgam e compartilham informações de maneira rápida.

O jornalista deve ter bom senso em relação a dar ou não um furo de reportagem no Twitter. Analisando a relação entre a notícia e as novas tecnologias, a previsão é de que o Furo é para a internet e cada vez mais será.

 

(03/05/2012) Plano estratégico em redes sociais
 

O uso de redes sociais pode trazer resultados incríveis para seu negócio, lhe permitindo conhecer melhor seu consumidor, criando canais diretos de comunicação e estreitando relacionamentos.

Porém, hoje nos deparamos com um grande número de possibilidades de canais para investir esforços e tempo.

Não só as redes sociais mais conhecidas como Twitter, Orkut ou Facebook podem ser exploradas, mas também canais segmentados, fóruns, blogs… Enfim, é um vasto universo de possibilidades.

Para que sua empresa não se perca nesse processo, hoje daremos algumas dicas de como organizar seu plano estratégico em redes socias. Vamos a elas:

Saber ouvir

As redes sociais são canais de expressão e troca de informações entre as pessoas. Antes de fazer parte dessas comunidades, é importante que sua empresa escute o que elas tem a dizer.

Hoje é possível saber as opiniões sobre seu negócio através de ferramentas de monitoramento.

Determine as palavras-chave que serão utilizadas para traquear esses resultados e os acompanhe durante um período. Essa é uma forma eficiente de descobrir onde se concentra seu público-alvo e assim iniciar um plano de comunicação direta com ele.

Os comunicadores

Dentro das redes sociais a relação se dá entre pessoas. Tentar estabelecer a comunicação através de uma marca pode parecer como uma tentativa de publicidade dentro da comunidade.

Por isso, a sugestão é de que se determine quais profissionais irão falar em nome da empresa. Se relacionar com alguém real e não uma instituição faz com que as pessoas se sintam mais confortáveis e criem relações de credibilidade com sua marca.

Envolvimento é preciso

Ao escolher os profissionais que serão os porta-vozes de sua marca, avalie seu grau de interesse no processo.

É importante que, além de apaixonado pelo que faz e especialista em seu segmento, seja uma pessoa que vá se dedicar aos relacionamentos construídos. Dar feedbacks, tirar dúvidas e estar sempres presente são ações fundamentais para que o trabalho funcione.

Trace as estratégias e escolha quais redes serão mais interessantes dentro do plano. É mais fácil focar seus esforços em poucos canais, para facilitar o monitoramento, pois de nada adianta estar em várias comunidades e não conseguir atender a demanda.

Divulgue!

Não só dentro da rede, aproveite todas as oportunidades para divulgar sua presença online. Eventos, convenções ou mesmo no quadro informativo dentro de sua empresa.

Quanto mais gente souber dessas comunidades, mais elas se espalharão e trarão resultados.

Avaliando resultados

Algumas questões devem ser levantadas para avaliação de resultados. 

Analisar a qualidade das informações obtidas junto aos clientes, se foi possível manter conversações com eles, se tiveram suas dúvidas respondidas ou se o canal serviu para trabalhar positivamente a imagem da empresa, são algumas delas.

 
(21/04/12) Etnia Kayapó está na Semana dos Povos I...

(21/04/12) Etnia Kayapó está na Semana dos Povos Indígenas com quase 4 mil representantes

Duas balsas, 15 barcos e 20 lanchas (voadeiras), conduzindo índios de 15 aldeias da etnia Kayapó, ancoraram no trapiche da sede municipal de São Félix do Xingu, no sul do Pará, no final da tarde desta segunda-feira (16). Cerca de 4 mil índios estão no município para participar da quarta edição da Semana dos Povos Indígenas, evento que será aberto nesta terça-feira (17). Os participantes são oriundos de aldeias próximas aos rios Xingu e Fresco, distantes cerca de 10 horas de barco da cidade.


Moradores, turistas e jornalistas, da imprensa nacional e internacional, acompanharam a chegada dos índios. Ao descerem das embarcações, os representantes de cada aldeia apresentaram seus rituais, com danças e cantos. Enfileirados e de mãos dadas, os índios entraram na cidade sempre com o cacique da tribo à frente. Mulheres e crianças vieram em seguida, e por último os homens. “Cada aldeia tem a sua dança e a sua própria música. A dança logo na chegada da cidade é uma forma de apresentar para a população uma prévia do que será mostrado durante a semana indígena”, explica Mydjere Kayapó, um dos organizadores do evento.

Após a apresentação das danças, os índios retornaram às embarcações para retirar as bagagens. As mulheres, mesmo segurando os filhos no colo, carregam os objetos mais pesados. “Os homens devem sempre ficar com as mãos desocupadas por uma questão de proteção. Eles geralmente carregam as armas, como arco e flecha, para proteger a mulher e os filhos no caso de algum perigo”, esclarece o líder na Nação Kayapó, Akiaboro Kayapó.

Valorização - Para ele, a Semana dos Povos Indígenas tem como principal objetivo preservar e divulgar as tradições e os costumes dos Kayapó. “Não podemos perder o nosso costume e deixar que a nossa tradição seja esquecida. Os índios têm uma importância imensa para o mundo, e isto precisa ser valorizado", enfatiza.

Todos os índios trazem no corpo pinturas em linhas geométricas. Para fazer a tintura, eles utilizam o miolo da fruta jenipapo, água e carvão. A pintura pode durar entre 8 e 10 dias, e a aplicação é feita com um estilete, feito de nervura de palmeira ou bambu. “Geralmente os desenhos são peixes, aves, jabutis, antas e outros elementos da natureza”, ressalta Mydjere.

Além de ser uma expressão da arte indígena, a pintura é utilizada para comemorar alguma festividade ou quando nasce o primeiro filho. As mulheres Kayapó devem pintar as crianças ainda nos primeiros 15 dias de vida.

Programação – As atividades esportivas e culturais iniciam na manhã desta terça-feira (17) e prosseguem até quinta-feira (19), quando é comemorado o Dia do Índio. Pela manhã, os atletas participarão de competições, nas modalidades futebol masculino, futsal feminino e vôlei masculino, além de arco e flecha, dama, sinuca e cabo de guerra. À noite serão realizadas as atividades culturais, com a apresentação de cantores indígenas e o concurso para a escolha da Miss Kayapó 2012.

Nos dias 18 e 19, o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), emitirá documentos de identidade e carteiras de trabalho. A Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) também participará do evento, promovendo para a comunidade local e moradores das aldeias o projeto de Oficinas de Mídia Popular "Biizu", com oficinas de web, audiovisual, fotografia, rádio, desenho e grafite.

 

(21/04/12) 3º Encontro Nacional da Pascom reunirá comunicadores de todo Brasil

Dos dias 19 até 22 de julho, a cidade de Aparecida (SP) sediará o 3º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom). O tema do encontro é Identidade e Missão. O objetivo do evento é reunir todas as pessoas que fazem a comunicação católica no Brasil, para trocar, partilhar, celebrar, e fazer da ocasião, um espaço de reflexão e aprimoramento do ser. Para o encontro são esperados mais de 600 comunicadores de todo Brasil.

A programação do evento foi planejada por representantes de alguns Regionais da CNBB, que ficaram reunidos em Brasília durante dois dias, sob coordenação da assessora da Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação Social da CNBB, irmã Élide Fogolari. O evento terá início no dia 19 de julho, às 19h, com a abertura feita pela coordenadora da Pascom do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Maria Terezinha de Campos. Na ocasião será lançado o Hino e a Logomarca da Pascom.

Com um cronograma de atividades intenso e extenso, temas atuais e de grande relevância serão tratados nos painéis e seminários propostos. Assuntos como web jornalismo, Redes Sociais, Mídias convergentes e crimes na internet trarão o universo online para a programação, assim como outros temas voltados para a comunicação na catequese, na liturgia e para a os jovens. As exposições serão proferidas por representantes da Igreja, professores e doutores convidados.

Além das palestras, no dia 20 de julho às 20h, haverá um acontecimento, no qual a TV Aparecida irá transmitir o programa “Terra da Padroeira”. E no dia 21, haverá uma grande Festa Junina. O encontro se encerra no dia 22 de julho, domingo, com apresentação de cinco grupos, subdivididos pelos Regionais da CNBB. Os grupos irão expor como a Pascom está atuando nos Regionais, e propor alternativas para fortalecer suas ações. Às 11h30 será o encerramento, com o envio dos discípulos missionários da comunicação.

Os interessados em participar do encontro, devem acessar www.cnbb.org.br e preencher o cadastro do 3º Encontro Nacional da Pascom. Outras informações também poderão ser encontradas no site da CNBB, ou no www.encontropascombrasil.blogspot.com.


Clique aqui para baixar a programação prevista

(21/04/12) Prodepa transmite Fórum de Inovação e Tecnologia via WebTV

Durante três dias Belém será sede do VI Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Tranferência de Tecnologia (Fortec), que acontece entre quarta e quinta-feira (19), no hotel Hilton, com a participação da Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa). O objetivo é discutir questões relativas à sustentabilidade ambiental com possibilidade de gerar negócios sustentáveis, que não destruam o meio ambiente e construam um caminho em que ciência, inovação e natureza avancem na geração de benefícios econômicos e sociais.

A Prodepa é uma das parceiras do Fortec 2012 e será responsável por prover o sinal de internet em todo o evento e pela transmissão online do fórum, via WebTV (http://www.webtv.pa.gov.br). O público vai poder acompanhar, em tempo real, em qualquer parte do mundo, as mesas temáticas, palestras e sessões paralelas que vão acontecer durante o evento.

Os visitantes que estiverem no estande da Prodepa vão conhecer os serviços oferecidos pela empresa, não só no âmbito do governo, mas também na iniciativa privada. Além do programa Navega Pará, quem estiver no espaço também vai poder conhecer o trabalho desenvolvido por outros órgão do governo, como Idesp, Fapespa, Seicom, Secti e Emater.

Com o tema “Economia verde – negócios sustentáveis”, o Fortec 2012 terá a participação de gestores e representantes de Núcleos de Inovação Tecnológica, representantes de órgãos governamentais e gestores de inovação atuando no setor empresarial, além de especialistas nacionais e internacionais que vão compartilhar experiências e discutir a sustentabilidade.

“Começamos a trabalhar de forma diferente. Procuramos desenvolver projetos e trabalhos de acordo com a prática da tecnologia da informação verde, visando à sustentabilidade dos recursos naturais”, afirma a diretora de Relações Institucionais da Prodepa, Ana Valéria Almeida. Além de só trabalhar com fornecedores ambientalmente responsáveis, todo o papel recolhido na empresa é encaminhado para reciclagem.
 

(21/04/12) Arquivo Público do Pará completa 111 anos com portas abertas para o público

Em 16 de abril de 1901, há exatos 111 anos, era fundada a Biblioteca e Arquivo Público do Estado do Pará. Durante este mais de um século de existência, muita coisa aconteceu com o Arquivo. A biblioteca foi separada e seu acervo foi transferido para o prédio da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, o histórico prédio da Travessa Campos Sales sofreu inúmeras adaptações para comportar o aumento do acervo e o Apep transformou-se em referência em pesquisa histórica em todo o Brasil.

Para comemorar essa trajetória, as portas do Arquivo Público foram abertas nesta segunda-feira, 16, para a população, com programação para crianças, adolescentes e o público em geral. As atividades iniciaram às 9 horas da manhã com a apresentação do grupo de contadores de história “Cirandeiros da Palavra”. Com uma mistura de música, narrativa e poesia, os contadores Andrea Cozzi e Rodrigo Grilo apresentaram histórias que prenderam a atenção dos alunos da terceira série do Ensino Fundamental da Escola Municipal Honorato Filgueiras.

A visita dos alunos foi a segunda parte de uma atividade integrada entre o Apep e a escola, que iniciou na última terça-feira. Os servidores do Arquivo Público apresentaram as atividades do Apep para as crianças. Para a coordenadora pedagógica da Escola Honorato Filgueiras, Keila Ramos, a visita foi uma experiência única para as crianças. “É a primeira vez que elas visitam um prédio histórico e esse acesso à cultura faz parte da linha de trabalho da escola, que é formar cidadãos através da leitura”, completou. A intenção agora é fazer com que o grupo de alunos que visitou o Apep transmita para outras turmas um pouco do que viram, através de atividades dentro da escola.

Depois, a programação teve como convidado o mestre das histórias da Amazônia, Walcyr Monteiro. Ele falou um pouco sobre o seu trabalho de catador de lendas da floresta, como apresenta o seu mais conhecido trabalho “Visagens e Assombrações de Belém”. O público presente viu um breve documentário sobre o escritor e, como não podia deixar de ser, ele contou uma de suas conhecidas lendas com uma pitada de sobrenatural.

Ainda durante a manhã, o público que visitou o Arquivo Público viu um pouco do trabalho de alguns dos membros do Grupo Coletivo de Animadores de Caixa. Acostumados a intervenções em locais públicos abertos, os artistas Mariléia Aguiar com a performance “A Saudade do Sonho” e Aníbal Pacha com a performance “Yael”, adentraram o salão do Apep com suas caixas fechadas e despertaram a curiosidade de quem estava presente. Acompanhados das melodias dos instrumentos de sopro de Duga Borges, os artistas cativaram com as simples e inventivas apresentações, todas realizadas dentro de uma caixa e apresentadas individualmente.

Além disso, estão expostas no salão do Apep para o público que visita a instituição fotos produzidas durante a oficina de fotografia ministrada por Bob Menezes na última sexta-feira, dia 13 de abril. A oficina percorreu os espaços do prédio do Arquivo Público e produziu uma série de imagens que revelam detalhes do Apep, muitos deles que escapam do público que visita o Arquivo regularmente, como detalhes dos laboratórios de preservação e documentação permanente.

Também estão expostos no salão do Arquivo Público originais de documentos raros que fazem parte do acervo, como cartas régias e provisões dos séculos XVII e XVIII, termos e homenagens do governo, datadas de 1808, além de algumas das iconografias como plantas de povoados e desenhos da flora amazônica feitas no século XVIII e XIX. O destaque dessa exposição é uma parte da obra “Descripção de todo o marítimo da Terra de Sta. Crus, chamado vulgarmente O Brazil”.

A programação de aniversário do Apep segue durante toda a tarde com a visita dos alunos da Escola Bosque e a apresentação de Eliana Barriga, no salão da instituição. Ainda como parte das comemorações do aniversário do Arquivo Público, será lançado às 18h o Catálogo de Documentos Manuscritos do Período Colonial (1649-1823), produto final do projeto “Preservação e Acesso: Digitalização da Documentação da Colônia”, realizado pela Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará, com patrocínio do Edital Caixa Cultural.

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(20/03/2012) Encontro da Pascom visa conhecer e trocar experiências vividas nas paróquias

A Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Belém promoveu um encontro com seus membros no último dia 17, na capela do colégio Nazaré para discutir as estratégias de comunicação adotadas pelas paróquias. Na ocasião, representantes das paróquias colocaram em debate a falta de conhecimento técnico, teórico, financeiro e pessoal para implantar meios de comunicação, desde o informativo impresso até a internet e suas redes sociais.
Durante o encontro experiências bem sucedidas foram surgindo. O representante da Paróquia Sagrado Coração do conjunto Júlia Seffer, Ednaldo Duarte disse que foi preciso criar um projeto de comunicação para que as pessoas que desenvolvem este trabalho tivessem um guia.  Edvaldo se prontificou a encaminhar o projeto para a Pascom e esta ceder às demais paróquias. Também este presente, Mauro Celso Maia, professor de Comunicação da UFPA. Ele se colocou a disposição das paróquias para orientar-las na formar de se comunicar.
Outras paróquias comentaram que os meios de comunicação que mais utilizam são o informativo impresso, blog, orkut e facebook. Entre elas a Paróquia Nossa Senhora das Graças de Ananindeua, a Paróquia Nossa Senhora das Vitórias de Marituba, a Paróquia São José de Queluz, a Paróquia São Raimundo Nonato, a Paróquia São Francisco de Assis e a Paróquia Jesus Bom Samaritano. Já a Paróquia Santa Edwiges conseguiu criar um site a um custo de 300,00 reais por ano, com uma linguagem fácil e acessível para atualização.
Discutiu-se também problemas simples, mas pertinentes com uso do microfone que muitas vezes as pessoas não estão acostumadas a usar. Para solucionar este problema a Paróquia São Francisco Xavier criou em parceira com o Senac um curso de Comunicação e dicção para oratória. 
Depois de ouvir todos os representantes das paróquias presentes, o Padre Cláudio Pigihn, responsável pela Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Belém disse que para solucionar as dificuldades técnicas e financeiras das paróquias, elas devem informar a Pascom para que ela dê um suporte na implantação de seus projetos. 
No final do encontre como forma de incentivo as paróquias, Padre Cláudio Pighin aproveitou a oportunidade para apresentar a ideia de premiar o melhor artigo publicado no impresso, na rádio, na televisão ou internet na ocasião do Dia Mundial da Comunicação Social, 20 de maio de 2012.
Serviços:
Tel.: (91) 3223-6004
E-mail:pascomarqbelem@gmail.com 
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UMA BENÇÃO DE SÃO JOSÉ PARA VOCÊ!


SENHOR TENDE PIEDADE DE NÓS.

JESUS CRISTO TENDE PIEDADE DE NÓS.

JESUS CRISTO OUVÍ-NOS.

JESUS CRISTO ATENDEI-NOS.

DEUS PAI DO CÉU TENDE PIEDADE DE NÓS. DEUS FILHO REDENTOR DO MUNDO TENDE PIEDADE DE NÓS DEUS ESPÍRITO SANTO TENDE PIEDADE DE NÓS. SANTISSIMA TRINDADE QUE SOIS UM SÓ DEUS TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, PERDOAI-NOS. CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO OUVÍ-NOS. CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO ATENDEI-NOS PORQUE A VOSSA MISERICORDIA É INFINITA.

O SENHOR FEZ DE SÃO JOSÉ O DONO DE SUA CASA E PRÍNCIPE DE TODOS OS SEUS DOMÍNIOS, ESPOSO DE VOSSA MÃE MARIA SANTISSIMA E PAI ADOTIVO DE JESUS.  DEUS PAI TODO PODEROSO, EM NOME DE JESUS, PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, POR INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA, SÃO JOSÉ, SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL, SÃO RAFAEL, SANTOS E TODAS AS MILÍCIAS DO CÉU, PEDIMOS QUE SEJAM DERRAMADAS DE AGORA EM DIANTE SOBRE MIM E TODOS OS QUE EU QUERO BEM, AS BENÇÃOS DO CÉU E DA TERRA, A PROTEÇÃO DE TODOS OS MALES, A FÉ, A CARIDADE, A ESPERANÇA E A SAÚDE DO CORPO, DA ALMA, DA MENTE E DO ESPÍRITO, HOJE E SEMPRE!  EM NOME DO PAI, DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO AMÉM!

Viva São José! 

Comemora-se o seu dia em 19 de março. 

Padre. Claudio Pighin.

Vosso irmão.

 

Você pode enviar essa BENÇÃO DE SÃO JOSÉ para os seus amigos?

Obrigado. 
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(12/03/2012)         Pão de Santo Antônio, 80 anos de solidariedade

 

Foi em 1930 que tudo começou a partir do trabalho de Ernestina Magalhães que, agradecida pelo restabelecimento da saúde do marido, fundou o Pão de Santo Antônio, juntamente com as amigas Georgina Autran e Ângela Cerqueira. No início, a intenção era atender somente aos paroquianos carentes da Igreja de Queluz, mas, com o passar dos anos, o trabalho foi aumentando de acordo com a demanda dos necessitados que procuravam a instituição, até chegar à estrutura grandiosa que tem hoje, já reconhecida como de utilidade pública por leis Municipal, Estadual e Federal.

O Pão de Santo Antônio é um local espaçoso e confortável, com estrutura que permite grande comodidade aos idosos. O Centro da Terceira Idade possui dezesseis chalés e 24 apartamentos. No casarão existem dez suítes, 38 quartos e quatro dormitórios coletivos. Para atendimento aos residentes, há enfermeira plantonista nas 24 horas do dia, assistência médica, fonoadiologia, nutricionista e fisioterapeuta. São 52 funcionários cuidando dos diversos setores da instituição.

Esse bem-estar é o propósito da instituição que ao longo dos anos vem crescendo e otimizando a prestação de serviço e assistência aos idosos. A gestora do espaço, Armínia Souza, conta que a meta para os próximos dois anos é concluir o setor masculino e a sala de enfermagem.

Dona Clívia Afonso e seu marido Amindas Afonso são dois dos 120 idosos atendidos pela instituição Pão de Santo Antônio que no mês de janeiro completou 80 anos de atividade em Belém

Periodicamente, a instituição realiza promoções para arrecadar fundos para investir nas melhorias do espaço, porém, qualquer pessoa pode colaborar com o trabalho da instituição, e não precisa ser necessariamente com dinheiro, mas com doações de lençóis, toalhas e materiais de higiene e limpeza. Pode-se também contribuir doando objetos para o bazar de pechinchas ou adquirir os produtos da lojinha da instituição. Outra iniciativa que é sempre bem-vinda é a visita aos idosos e aproveitar para conhecer a casa e as atividades desenvolvidas por lá. 

Diariamente, pela manhã, a diretoria encontra-se na casa e terá prazer em receber os visitantes. É importante dizer que, mais do que necessidades materiais, os moradores são carentes de atenção, muitos sofrem com a distância da família, então, muitas vezes, uma boa conversa é o suficiente para deixá-los mais animado. 

 

(12/03/2012)         Os Sacramentos estão presentes em cada fase da vida do Cristão 


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(12/03/2012)         Pastoral da Criança: Encontro Estadual define Diretrizes Gerais para a pastoral

 

A pastoral da Criança (PC), organismo social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou durante os dias 24,25 e 26 de fevereiro o Encontro Estadual da PC.

Na ocasião, foi realizada uma avaliação dos trabalhos desenvolvidos pelos coordenadores e líderes da PC na comunidade e ramo em que atuam. Houve também uma capacitação dos coordenadores dos setores e das comunidades.

No segundo dia, 25, o momento de Espiritualidade foi presidido pelo presidente do Regional Norte 2, Bispo acompanhante da PC e da Prelazia de Cametá,  Dom Jesus Cizzaure. O Bispo fez uma reflexão sobre a Nova Evangelização e destacou em seu estudo as primeiras notícias e o Conselho para a (Nova Evangelização),os objetivos, o contexto sócio – religioso e por fim as suas características.

De acordo, com Dom Jesus a Nova Evangelização “é uma marca divina e humana, um projeto em atividade, execução”. Haja vista, que “a Missão da Igreja é evangelizar: é missão de todo cristão”.

O encontro foi encerrado no dia, 26, com a celebração presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém, Dom Teodoro Mendes.

 

(12/03/2012)         Campanha da Fraternidade 
Para o ano de 2012, a CNBB sugeriu o tema "Fraternidade e Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra". (Cf. Eclo, 38,8)
Todos os anos durante o período quaresmal, tempo de conversão, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) realiza a Campanha da Fraternidade, que tem por objetivo despertar a solidariedade de seus fiéis e de toda a sociedade em relação a um problema concreto que envolve toda a nação, buscando uma solução para o mesmo.

O tema da Campanha da Fraternidade de 2012  é Fraternidade e saúde pública. O lema da campanha é um versículo do livro do Eclesiástico: Que a saúde se difunda sobre a terra! (Eclo 38,8). 
 
O objetivo geral dessa campanha será Promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil e das políticas públicas da área, para contribuir na qualificação, no fortalecimento e na consolidação do SUS, em vista da melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população.
 
O texto-base da Campanha explicita os seguintes objetivos específicos[4]:
  • Disseminar o conceito de bem-viver e sensibilizar para a prática dos hábitos de vida saudável;
  • Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade;
  • Alertar para a importância da organização da Pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe;
  • Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade;
  • Despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando a defesa do SUS e a reivindicação de seu justo funcionamento;
  • Qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.
O texto-base da Campanha da Fraternidade é um instrumento desenvolvido pela CNBB para servir de material de estudo e discussão em dioceses e paróquias sobre o tema proposto.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças”. Em 2003, a OMS reconheceu o bem-estar espiritual como uma dimensão necessária à saúde. Assim, para que haja saúde, é necessário um ambiente saudável do ponto de vista ecológico, social, alimentar, mental e espiritual.Segundo o texto-base da Campanha da Fraternidade, a saúde pública consiste não somente na superação de doenças, mas fruto do bem viver das pessoas, das comunidades e da sociedade.
Na sociedade em que vivemos, a ação humana vem provocando graves danos ao meio ambiente, que por sua vez afetam a saúde humana. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de dois milhões de pessoas ao redor do mundo morrem anualmente em decorrência da poluição do ar. Este efeito é mais grave no [país subdesenvolvido| mundo subdesenvolvido].Além disto, o estilo de vida moderno provoca as chamadas doenças da civilização: obesidade, diabetes, câncer, doenças cardiovasculares.
 

PROGRAMAÇÃO DA BASILICA DE NAZARÉ

 

 

CONFISSÃO

Todos os dias das 17h30 às 19h

 

ADORAÇÃO

Terça-feira: 14h30 - RCC

Quinta-feira: 16h - Apostolado da Oração

Sexta-feira: 14h30 - Divina Misericórdia

 

Horário das Santas Missas na Basílica Santuário de Nazaré

Segunda à sexta:  07h –  8h30 -  12h - 18h

Sábado:  07h –  8h30 - 12h - 17h

Domingo:  06h30 – 08h – 10h – 16h30 – 18h – 20h

  

Participe toda terça-feira, na Basílica Santuário de Nazaré:  

Da reunião da Pastoral Familiar, às 19h30, no Centro Social de Nazaré; 

Do terço dos homens, às 19h30.

 

Continuam as campanhas do Santuário Mariano:

Campanha de revitalização do Centro Dom Orani João (doação de metro quadrado);
Campanha dos devotos e devotas da Virgem de Nazaré, ADENAZA;

E a do dízimo paroquial.

Mais informações no plantão do dízimo ou na secretaria da Paróquia de Nazaré.

 

Batizado comunitário durante os sábados às 15h, no valor de R$100,00. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta das 7h às 18h. Dúvidas ligar para (91) 4009-8407. 

Observação: A entrega de documentação e pagamento da taxa do batizado só são feitas na semana do acontecimento.

 

Toda primeira sexta-feira do mês participe:

Missa do Apostolado da Oração às 7h;
Missa da Divina Misericórdia, às 14h30;

Missa da Bênção, na primeira sexta do mês, às 19h30.

 

Todo mês a Paróquia de Nazaré oferece preparação para vida matrimonial, as inscrições já estão abertas, com valor de R$50,00. No mês de fevereiro o encontro acontece nos dias 3,4, e 5

(27/02/2012)           A Ong Missão Friuli Amazônia faz contagem regressiva para o início das aulas do curso técnico

 

 

O ano letivo do curso técnico de Comunicação em Rádio e TV, promovido pela Ong Missão Friuli Amazônia inicia no próximo dia 05 de março. Depois de aprovados por um processo seletivo composto por uma redação e uma entrevista, 40 jovens terão a oportunidade de se profissionalizar para o mercado de trabalho na área da comunicação.  
O curso completo de Rádio e Tv é ministrado com 1000 horas/aulas, sendo 800 teóricas e 200 horas de atividades práticas (estágio), contando com professores capacitados, com formação específica em cada disciplina. 
Este primeiro semestre é direcionado ao módulo de rádio com disciplinas de locução, sonoplastia, redação, língua portuguesa e rádio web, estas duas últimas são novidades de 2012. O segundo semestre é direcionado ao módulo de TV que tem como objetivo ensinar desde o uso da câmera até a função específica na TV. O curso tem como coordenadora Acadêmica a jornalista e publicitária Ana Paula Andrade. 
Durante o ano o curso ainda oferece matérias complementares como a criação publicitária para veículo de comunicação, a redação jornalística para impresso, rádio e Tv, e por fim o conceito de Ética aplicada à sociedade e a profissão de comunicador. Também é realizada a Semana de Comunicação com convidados especiais para que os alunos discutam o mercado e o jeito de fazer jornalismo.
Ao término dos 02 módulos previstos no programa, os alunos recebem um certificado de qualificação Profissional, elaborando um produto correspondente a cada instrumento de comunicação (Programa de Rádio, Documentário e matéria para TV). Após aprovação, recebem o Diploma de Técnico em Rádio e Televisão. O curso técnico de Comunicação em Rádio e Tv é reconhecido pelo MEC.
A Ong Missão Friuli Amazônia nasceu na Itália e foi fundada no Brasil em 2004, pelo padre Cláudio Pighin membro do PIME (Pontificado Instituto de Missões Exteriores), uma das ordens da Igreja Católica. O padre Cláudio é jornalista, italiano naturalizado brasileiro, doutor em teologia, com mestrado em missiologia e comunicação. 
O curso técnico de Comunicação em Rádio e TV oferecido pela Ong Missão Friuli Amzônia é  gratuito e esta se mantém por doações de empresários paraenses como Ronaldo Maiorana, Carlos Xerfan, Pedro Martins, José Rocha, Maria Augusta Martins, Bruno Araújo, Ubiratan Riacono, Marília Freitas.
Serviços:
Missão Friuli Amazônia
Endereço: Travessa Pe. Prudêncio, 345 – Campina
Tel: (91) 3223.0604

 

 

(27/01/2011)           Missão Fruili Amazônia abre inscrições para curso de rádio e televisão

 

A Missão Friuli Amazônia, em parceira com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), abriu o período de inscrições do curso técnico em Rádio e Televisão. Os interessados têm até o dia 4 de fevereiro para se inscrever, na sede do curso, que fica na Tv Padre Prudêncio, esquina da Aristides Lobo, mediante o pagamento de uma taxa de 20 reais. Este ano, o curso técnico em Rádio e Televisão ofertará 25 vagas. As aulas começam dia 21 de fevereiro, no período da tarde. Informações pelo fone 3223-6004